“SIM,
SIM, NÃO, NÃO.”
(“Mas
seja o vosso falar, sim, sim, não,
não.”)
MATEUS,
Capítulo 5:37
Somos seres criados por
Deus a sua imagem e semelhança e consequentemente – Perfeitos e portadores de
liberdade de escolha. Como bem nos
esclarece C.T. Pastorino no seu livro “Sabedoria do Evangelho”, Volume I, Capítulo
“O Prólogo de Lucas”, no exercício dessa liberdade, optamos por nos afastar de
Deus:
“Assim,
a centelha divina, o “Raio de Luz”, afastando-se do Foco – não por
distanciamento físico, mas – por abaixamento de suas vibrações, chegou ao ponto
ínfimo de vibrações por segundo, caindo no frio da matéria (de 1 a 16 vibrações
por segundo). Daí terá novamente que elevar sua frequência vibratória até o
ponto de energia e, continuando sua elevação, até o espírito, e mais além
ainda, onde nosso intelecto não alcança”.
Esse processo nos foi
claramente exemplificado por Jesus através da parábola do “O Filho Pródigo”.
Nosso processo evolutivo,
portanto, se constitui de um esforço hercúleo para realizarmos a nossa metanóia mediante o acesso, que a nossa consciência vai
gradativamente tendo e percebendo, da existência da Lei de Deus, já ínsita nessa mesma consciência. Esse é um
processo de erros e acertos, recuos e avanços. Como dizia Léon Denis; “Para frente e para o alto”.
Quando chega o momento em
que percebemos a nossa verdadeira realidade, isto é, que somos seres eternos,
portadores de qualidades que são inerentes à nossa natureza de Filhos de Deus,
que a perfeição já está em nós, que a atual encarnação é um átimo de “tempo” na
nossa existência real atemporal, que somos iguais em função da nossa criação e
filiação e que estamos retornando à Casa do Pai, passamos a entender, então, a
afirmação de Jesus de que, “Eu sou o
caminho da verdade e da vida”.
A partir desse momento,
queremos mudar e passamos a desenvolver, em nós, um sentimento de tolerância
total. Passamos a nos policiar para que só usemos palavras doces e amorosas,
mesmo quando enfrentando situações que pedem atitudes mais firmes e decididas. Quando elas são adotadas, muitas vezes, não
são compreendidas por aqueles que caminham ao nosso lado alegando que
abandonamos o amor.
Entre os vários
ensinamentos que Jesus nos deixou, quando aqui esteve, foi o seu exemplo de
atitudes enérgicas quando em presença de situações em que a demonstração do
amor que ele pregava, tinha que ser expresso de uma forma diferente. Aliás, é
isso que fazemos com nossos filhos quando os colocamos de “castigo”.
Estamos assim procedendo porque não os amamos? Claro que não. Foi assim que, em várias passagens de sua
vida, Jesus demonstrou o seu amor. Na
passagem da expulsão dos comerciantes do Templo, foi assim quando recomendou à
mulher adúltera “Vá e não peques mais”, foi
assim quando, em outra passagem, alertou o paralítico que acabava de ser curado
para que, “Vá e não peques mais para que
coisa pior não te aconteça” e também quando enfrentou Espíritos possessos
em Gerasa e fez com que eles entrassem numa manada de porcos que, logo a
seguir, se lançou no precipício e finalmente, quando, energicamente expulsou o
espírito obsessor de um menino. Ele sempre tomou esse tipo de atitude quando a
necessidade se apresentava e nos recomendou que, “Mas seja o vosso falar: sim, sim, não, não”.
Quando chegamos a esse
momento, já estamos despertos e como conhecedores do Evangelho de Jesus, temos
a responsabilidade de fazermos esforços para refletirmos, em nossas atitudes, aqueles
ensinamentos. Tudo que fizermos tem que
ser norteado pelo esforço do exercício pessoal e pela transmissão do Evangelho
a todos aqueles que nos cercam. Na nossa casa e na casa de amigos, no nosso
local de trabalho e na casa religiosa em que servimos temos que exemplificar e ser
arautos do Evangelho de Jesus.
Os judeus interpretam que
o homem que cumpre a Lei de Deus é um homem Justo. Não é ser piegas, não é ser extremamente
tolerante consigo e com o próximo sob a interpretação de que “não posso ser sincero e dizer a verdade
porque posso ser incompreendido pelo meu próximo”. Todos nós, por outro
lado, temos que aceitar que ainda temos sérias dificuldades em deixar de fazer
aquelas coisas negativas que aprendemos a fazer em nossas anteriores
encarnações embora entendendo que sua transformação é imperiosa.
Pesquisando na internet
encontramos no “site” da FEB (http://www.febnet.org.br),
o artigo que reproduzimos no anexo que traz subsídios adicionais ao assunto que
aqui tratamos.
Jesus em três de seus
quatro Evangelhos, (Mt. 23,13-33, Mc. 12, 38-40, Lc.20,45-47), nos apresenta,
aquilo que se denominou “Os Ais de Jesus” em número de nove, segundo ordenamento
efetuado por C.T. Pastorino em seu livro “Sabedoria do Evangelho” Volume 5, páginas
43 a 49. São eles os seguintes:
1º: Ai de vós Hipócritas.
2º: Ai de vós que fazeis
prosélitos.
3º: Ai de vós guias cegos,
ou seja, Diretores Espirituais incompetentes.
4º:
Ai de vós que negligenciais o discernimento, a misericórdia e a
fidelidade (fé).
5º:
Ai de vós que tendes o zelo de limpar o exterior do copo e do prato e por
dentro estais cheios de rapina e injustiça.
6º:
Ai de vós que vos assemelhais, por fora, a sepulcros caiados de branco mas que,
por dentro, estão cheios de ossos de mortos e de todas as impurezas.
7º:
Ai de vós hipócritas que dizeis que, se tivesseis vivido no tempo dos nossos
pais (profetas e justos), não terieis concordado com o assassínio deles.
8º:
Ai de vós que sois orgulhosos e convencidos e fazeis questão dos primeiros
lugares nas sinagogas e de serdes saudados por todos.
9º:
Ai de vós que sobrecarregais a humanidade com fardos opressivos e obrigações
insuportáveis, embora não queirais para si nenhum trabalho.
Embora nos enquadremos
ainda, na fase evolutiva em que estamos,
nos nove “ais”, já somos seguidores de Jesus e temos, como tal, o
compromisso de perseguir a gnose, para
“que vosso amor cresça cada vez mais no
pleno conhecimento e em todo o discernimento” (Paulo, Filipenses 1:9). Aí, então, nos habilitaremos a voltar
mais rapidamente à Casa do Pai.
Francisco
Fortes
31/Dezembro/2014
19/Março/2015
Nenhum comentário:
Postar um comentário