O ESPÍRITO DE JESUS X A EVOLUÇÃO DE
NOSSOS ESPÍRITOS
Pergunta: “Será que o Espírito de Jesus percorreu a mesma trajetória
evolutiva que nós, Espíritos, estamos
percorrendo, ou será que Jesus já era a exteriorização em Sua plenitude do
Cristo Cósmico (3ª “pessoa” da Trindade) sem ter feito essa nossa trajetória?
Vejamos o que os estudiosos sobre as questões espirituais nos
informam:
No
Volume 1, página 11 e seguintes do livro “Sabedoria do Evangelho”, temos a
transcrição do Capítulo primeiro do Evangelho de João:
- No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus
e o Verbo era Deus
- Ele(Verbo)
estava no princípio em Deus.
- Todas as coisas foram feitas
por ele(Verbo), e sem ele(Verbo) nada foi feito.
- O que foi feito nele (por ele)(Verbo) era a Vida e
a Vida era a Luz dos homens;
- e a Luz resplandece nas trevas
e as trevas não prevaleceram contra ela.
9.
Havia a Luz Verdadeira que ilumina a todo o homem que vem ao
mundo.
10. Ele (Filho
Unigênito) estava no mundo, e o
mundo foi feito por
ele (Filho
Unigênito) e o mundo não o
conheceu.
11 Veio
(Filho Unigênito) entre os seus, e
os seus não o receberam.
12. Mas deu o poder de tornar-se filhos de Deus a todos os que o
receberam,
aos que acreditaram em seu nome,
13. que não nasceram nem no sangue, nem da
vontade da carne, nem
da
vontade do Homem, mas de Deus.
14. E o Verbo
se fez carne e construiu seu tabernáculo dentro de nós,
cheio de graça e Verdade, e nós contemplamos sua glória, glória
igual
à do Filho Unigênito do Pai.
Na
página 12 do mesmo livro encontramos o seguinte:
–
“No princípio (e poderíamos dizer, desde
o princípio sem princípio)........ Então,
a primeira manifestação da DIVINDADE é a PALAVRA (em grego Logos , em latim Verbo),, ou seja, o PODER CRIADOR, o PAI. Mas, toda palavra produz seu efeito, toda
criação produz o ser no qual o criador se transforma. (grifo
nosso) E isto está dito no versículo 14: ‘o Verbo se tornou carne’, isto é,
produziu seu efeito, e apareceu o FILHO...................
“DEUS, o Absoluto,
junto ao qual e no qual se encontrava a própria manifestação que é sua PALAVRA,
e logo a seguir o efeito dessa palavra, o FILHO. Daí a concepção da Trindade como DEUS ou
ESPÌRITO – o Verbo
ou PAI – o FILHO
ou CRISTO.”
Para
facilitar a evolução do nosso raciocínio sobre o tema, é necessário termos em
consta o registrado no “Evangelho de
João”, Capítulo 4:24:
“DEUS É ESPÍRITO, e em
espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram”. (grifo nosso)
De
uma forma esquemática podemos entender os ensinamentos do evangelista João da
seguinte forma:
Absoluto/Essência/Divindade/Espírito =
Deus
Deus = Inteligência Suprema/Divina
Inteligência
Suprema/Divina à
Pensamento
Pensamento
à
Verbo/Palavra/Som
Verbo/Palavra/Som = Pai
Pai à
Creação Divina
Creação
Divina à
O Filho Unigênito
O Filho Unigênito = Cristo Cósmico
Cristo Cósmico à Yaohshua (Jesus) (1) / YHWH (2)
...e
no Volume 7, página 48:
“Voltando, porém, ao
verdadeiro conceito da Trindade considerada em Seus três ASPECTOS (não três
“pessoas” – embora nos primeiros tempos, a palavra “pessoa” em latim e
“prósôpon” em grego, significassem realmente “aspectos”, “aparências”), e
colocando a seqüência na ordem certa: (1) Espírito Santo; (2) Palavra Criadora,
Som; (3) Cristo (Filho Unigênito), como representação de tudo o que existe
espiritual e material (efeito do SOM que é a causa, e resultado da condensação
da LUZ e do SOM incriados) – tudo se esclarece e explica com lógica
irrespondível, de acordo com a verdade, isto é, com a verdade que pode ser
atingida por nós atualmente.......
...e no Volume 4, página 50;
“O Cristo era o
verdadeiro Eu Profundo de Jesus (como de todos nós) e o Cristo, com a renúncia
e negação do eu de Jesus, pôde
expandir-se e assumir totalmente o comando da personagem humana de Jesus (grifo nosso), sendo, às vezes, difícil distinguir quando falava e agia “Jesus” e
quando agia e falava “o Cristo”. Por
isso em vez de Jesus, temos nele O CRISTO (grifo nosso), e a história o reconhece como “Jesus”, O
CRISTO, considerando-o como homem (Jesus) e Deus (Cristo).”
No
seu livro “Que vos Parece do Cristo”, Huberto Rohden no capítulo, “O que Paulo
de Tarso Pensava do Cristo”, (pag.32) nos diz: “.... o Cristo cósmico, que estava na glória de Deus, ... não julgou
dever aferrar-se a essa divina igualdade, mas esvaziou-se dos esplendores divinos e revestiu-se da natureza humana,
tornando-se homem, servo, vítima, crucificado.” (grifo nosso)
Nesse
mesmo livro, à página 136 há a seguinte afirmação:
“A encarnação do
Verbo, do Cristo cósmico, não foi um ato compulsório de reencarnação, mas uma
decisão livre de avatar. Quando alguém
reencarna, obedece a uma lei de necessidade; quando o Cristo encarnou em Jesus, fê-lo por amor, na culminância da
liberdade. (grifo
nosso)
A
seguir na página seguinte (137) Rohden afirma:
“Quando Jesus diz
‘ninguém vai ao Pai a não ser por mim’, refere-se ele ao Cristo cósmico, e não
a seu Jesus humano. O Cristo cósmico é único, pode ter-se homificado muitas vezes – talvez
em Moisés, em Buda, em Krishna, em Gandhi, e em muitos outros seres humanos.”
(1)
No
site:
Diz a mensagem de
Yaohukhánan (corrompido como “João”) em seus primeiros versos: “No princípio
era o Verbo. E o Verbo estava com ULHIM,
o Verbo era ULHIM”. (ULHIM=Ser Eterno Criador).
YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA)
é aqui apresentado de uma forma única, como o Verbo, e também apresentado como
ULHIM (Ser Eterno Criador). Note que as
palavras corrompidas que introduziram ídolos mitológicos nas traduções foram
aqui excluídas, para trazer de volta a verdade do texto original. Então percebemos que YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), o
Verbo, não só “estava com” ULHIM, mas que também era ULHIM. Esta é uma das mais fortes evidências acerca
de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) ser Eterno, sem princípio e sem fim de dias, contudo
há outras que apresentaremos.
Há alguns que
interpretam a existência do Messias YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) como “semi-eterno”, se
é que essa expressão possa fazer sentido.
Os argumentos em favor dessa teoria são de que YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA)
seria o Filho Unigênito de YAOHUM UL (IÁORRU UL), e que, assim sendo, ele teria
início de dias, mesmo que não tenha fim de dias. Esta teoria defende um início de existência
do Messias, onde ele seria então “semi-eterno”, e não totalmente eterno como o
Criador Pai. Esta teoria é falha em um
ponto bem relevante, qual seja:
- “Todas
as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele, nada do que foi feito se
fez”
As escrituras afirmam
de forma inequívoca que nada foi criado sem que tenha sido por YAOHUSHUA
(IAORRÚSHUA). Se o Criador Pai, YAOHUM
(IÀORRU), tivesse em algum momento “criado” YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), então
certamente haveria algo que teria sido criado sem YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), e
isso contraria frontalmente a palavra que diz que “sem ele NADA do que foi
feito se fez”. Todavia as coisas foram
feitas por meio dele, e portanto, ele é anterior a qualquer criação, não sendo
ele um ser criado, tendo existido no Pai
eternamente, de eternidade a eternidade (grifo nosso). YAOHUM UL (IÁORRU UL) não criou nada sem que
fosse por intermédio de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), sendo assim o Filho igualmente
eterno como o Pai. Se nada foi criado
sem YAOHUSHUA ( IAORRÚSHUA), então ele não poderia ser um ser criado, pois
nesse caso teria havido algo criado sem a participação de YAOHSHUA
(IAORRÚSHUA). Sem ele, nada do que foi
feito se fez.”
(2)
No
Vol. 5, página 61 do livro “Sabedoria do Evangelho” de C.T. Pastorino.
“Como fecho sublime do
intróito, a frase lapidar: “ninguém jamais viu a Deus: O Filho Unigênito, que
está no seio do Pai, esse o revelou.” Na
realidade, Deus, O Pensamento ou Mente Universal, é invisível: é uma Força, é a
Vida, é o Amor, a Substância e a Essência de todas as coisas que existem. Ninguém pode vê-lo no sentido do verbo grego oráo(...), ou seja, “contemplar com os
olhos”.
O Filho Unigênito é o CRISTO, o terceiro aspecto da Divindade,
o “produto do pensamento divino, que se encontra em todas as coisas”. O evangelista (João) esclarece: “que está no seio do Pai”, o que é lógico: assim como o Pai
(o Verbo) está com Deus, está em Deus e é Deus (João, vers.1, Capítulo 1), assim também o Filho (Cristo) está com o
Pai, está no Pai, e é o Pai (cfr.: “eu e o Pai SOMOS UM”, João 10:30; e “Eu
estou NO Pai e o Pai está EM mim”, João 14:11).
São apenas ASPECTOS (não “pessoas”) de UM SÒ DEUS, de UMA SÓ FORÇA
CÓSMICA.”
No
livro de Annie Besant, página 20, “A Sabedoria dos Upanixades” (Terceiro livro
dos Vedas, que segundo o “Glosario
Teosófico”, ‘destroe a ignorância
produzindo assim a iluminação’) temos a seguinte explicação sobre o mantra
AUM:
(A) ...o Brahman indiviso, ou o Tudo; depois (U) a manifestação mais sublime, que na verdade
é o Brahman manifestando-se com atributos, o Saguna, o Isvara Supremo; em
terceiro lugar (M), os Jivãtman,
espalhados em todos os mundos em que existe consciência – e tudo é consciência
– e depois o quarto, a manifestação que chamei de Prãnãtman, o eu vital, a consciência
desperta comum do homem, das feras, das plantas, das pedras, na rocha, na roda
dos nascimentos e das mortes, de tudo que existe. Tudo
isso é manifestação do Um e esta resumido no Um.......Esses três, resumidos em Um – o A, o U e o M, pronunciados como uma
sílaba – são Brahman (grifo nosso).
Em
seu livro “Cristo”, Capítulo 1, página 21, Pietro Ubaldi nos informa o seguinte:
“Pode-se,
agora, compreender porque afirmamos aqui ser o Cristo realmente filho de Deus.
Ele, como criatura do S, (Sistema), derivara
da do Pai, era da mesma substância de Deus.
É assim que podemos dizer que Ele era a 3ª pessoa, pois era o 3º momento
da Trindade. É deste modo admissível que Ele seja Deus, uno com o Pai, que é o
Verbo criador, ao qual o Filho, como cada ser, deve a sua gênese.”
Conclusão
A
idéia de que Jesus exteriorizava O CRISTO, ou seja, o terceiro aspecto da
Divindade, não pode ser, discutida. O que pode ser discutido é:
a)
essa
exteriorização do CRISTO era resultado de um processo evolutivo através do
processo reencarnatório (não sendo relevante, no caso, em que lugares isso
teria ocorrido) sendo tal processo igual ao nosso e que tem como resultado que,
em um determinado momento, sejamos também nós, a exteriorização desse CRISTO,
uma vez que TODOS temos a Centelha Divina - um dos três elementos integrantes
de nossa individualidade?.
b)
ou
se essa exteriorização, em Jesus, do CRISTO, era a encarnação naquele corpo
físico do 3º aspecto da divindade, i.e., CRISTO?.
Para
que possamos raciocinar a respeito desse tema é preciso que levemos em
consideração que Deus é eternidade. Não podemos, portanto, trazê-Lo nem Sua creação
para o nosso Mundo finito onde espaço
e tempo são condições que condicionam
todo o nosso pensamento e raciocínio.
Analisemos.
Quando o PAI cria espíritos (princípios inteligentes) ELE o faz na Eternidade.
Esses espíritos, dos quais faz parte integrante a Centelha Divina, em
determinado momento perderam a consciência dessa realidade. Pela perda de sua
vibração original, em conseqüência do afastamento de Deus, não espacial mas
vibratório, mergulharam esses Seres eternos na matéria. Aí tem início o caminho
de volta ao seio de Deus, conforme tão bem descrito na parábola do Filho Pródigo.
Esse
mergulho na matéria implica na saída da eternidade para entrada em nosso mundo
de quatro dimensões muito bem explicada por Pietro Ubaldi no Sistema e
Anti-Sistema. Aí podemos entender o
processo evolutivo sendo realizado numa situação em que o tempo é ingrediente
fundamental para retomada da consciência da realidade do Espírito.
Já
verificamos, pelos ensinamentos do Evangelista João que, o terceiro aspecto da
Divindade é o FILHO UNIGÊNITO ou o CRISTO CÓSMICO, ser eterno e indiviso de
Deus.
Os
processos de criação do planeta Terra (quiçá do nosso universo) e do envio da
Luz que o iluminaria já estavam programadas, por Deus, desde toda a
eternidade. O executor dessas tarefas
foi o CRISTO CÒSMICO.
Após
a criação do planeta, o CRISTO CÒSMICO encarnou duas vezes na Atlântida sob os
nomes de NUMU e JUNO e posteriormente na Índia como KRISHNA e BUDA e na
Palestina como JESUS, conforme nos informa Edgard Armond em seu livro “Os
Exilados de Capela”, Capítulo XV. Em seu
livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, Léon Denis, na página 285, (27ª
Edição da FEB) afirma que “torna-se a
encontrar Krishna no Cristo”. C.T.
Pastorino quando comenta, no Vol. 5 do livro “Sabedoria do Evangelho”, páginas
76 e 80, o versículo 5, do Capítulo 9 do Evangelho de João que nos diz; “cada vez que eu esteja no mundo, sou a luz
do mundo” expressa o seu ponto de vista da seguinte forma; “Isso faz-nos perceber, irrecusavelmente, que
aquela vez, narrada nos Evangelhos, não foi a única vez que Jesus esteve
encarnado neste planeta.” O esclarecimento de Huberto Rohden anterioremnte
citado neste trabalho, também afirma que Jesus foi a encarnação do Cristo
Cósmico. Vemos assim que o CRISTO
CÓSMICO, um ser eterno, encarnou no nosso mundo de quatro dimensões, diversas
vezes, quando isso foi necessário à
evolução do orbe.
Outra
pergunta a ser feita, dentro dessa linha de raciocínio, é: Seria lógico pensarmos que a criação da Terra
e a vinda a ela de um Espírito iluminado, pudessem ter ficado dependentes da
criação de um Espírito e de sua respectiva evolução, evolução essa que estaria
sujeita ao exercício do livre arbítrio desse Espírito, o que como conseqüência,
ditaria a época em que esses eventos
aconteceriam? A resposta é que realmente
não seria lógico.
Por
outro lado se admitimos que, foi através do Big-Ban,
que se criou o nosso universo de quatro dimensões, antes desse evento só
existia a eternidade. Só um Espírito já existente nesse Reino de Deus teria
condições de gerir todo esse processo de criação desse universo.
Vemos
que o mais lógico é considerarmos que o Criador de nosso planeta foi o CRISTO
CÒSMICO, FILHO UNIGÊNITO e terceiro aspecto da Divindade. Esse raciocínio está de acordo com o que nos
informa André Luiz no Capítulo I da Primeira Parte do livro “Evolução em Dois Mundos” quando
abordando a “Co-Criação em
Plano Maior” nos diz: “Nessa substância original (Fluido
Cósmico), ao influxo do próprio Senhor
Supremo, operam as Inteligências Divinas
a Ele agregadas, (grifo nosso) em
processo de comunhão indescritível, os grandes Devas da teologia hindu ou os
Arcanjos da interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse
hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da
Imensidade.......”.
Jesus
é, portanto, a personagem na qual o CRISTO CÒSMICO encarnou, tanto que o nome
de Jesus vem acompanhado do, O Cristo,
para deixar claro essa realidade.
Essa
abordagem não é original. No Concílio de
Calcedônia, no ano de 451DC, foi discutida e aprovada a União Hipostática do
Cristo, conforme esclarecido abaixo:
União
Hipostática
Significa
dizer, a perfeição na união das duas naturezas em uma só pessoa. A segunda
pessoa da Trindade, o Cristo pré-encarnado tomou
Ele mesmo a natureza humana ficando eterna e verdadeiramente a divindade e
a humanidade unida em uma só pessoa.
Essas duas naturezas de Cristo são inseparavelmente unidas sem confundir ou
requerer identidades separadas, tornando-se eternamente o Deus-homem.
Completamente Deus e completamente homem. Duas naturezas distintas em uma só
pessoa para sempre.
O termo hipostasia deriva de hipostasis que significa “o modo de ser pelo qual
qualquer existência substancial recebe uma individualidade independente e
distinta”. A expressão hipostasia é puramente teológica e se aplica apenas a
Cristo em quem existe a união de duas naturezas. A história não registra nenhum
outro exemplo de qualquer ser igual a Cristo. Ele é a incomparável pessoa
teantrópica. Essa pessoa única com duas naturezas, sendo a revelação de Deus
aos homens é a manifestação da humanidade ideal e perfeita.
Confirmando essa interpretação, Huberto Rohden, em seu livro “A
Mensagem Viva do Cristo” na página 277, “Notas explicativas” ao Capítulo I do
Evangelho de João, afirma:
“João não inicia o seu
Evangelho com o nascimento da pessoa humana de Jesus, mas fala primeiro do
Cristo cósmico, que em grego se chama Logos, em latim, Verbo.
O Cristo cósmico, o
Logos, o Verbo, é a primeira e mais perfeita emanação individual da Divindade
Universal. É o Creador do Universo, o Deus imanante no
mundo, antes da sua encarnação na pessoa humana de Jesus de Nazaré. (grifo nosso)
Este mesmo Cristo habita
em cada homem, como diz o mesmo Evangelho: “Fez habitação em nós”.
Jesus chegou à perfeita
conscientização do seu Cristo, cristificou-se a ponto de poder dizer: “Está
consumado”.
Uma das objeções a aceitação dessa interpretação é a alegação de
que se o Cristo Cósmico encarnou em Jesus, haveria necessidade que existissem
muitos outros Cristos Cósmicos para encarnarem, nos vários espíritos criados
por Deus. Na realidade o Cristo que
encarnou em Jesus e em todos nós, é uma emanação de Deus, manifestação de seu
pensamento (O PAI).
Adepto do mesmo entendimento, nosso companheiro de estudos do
grupo GEJA, Milton Pinho, assim se expressou:
O Espírito de Jesus não percorreu a mesma trajetória evolutiva que
nós espíritos estamos percorrendo. Porque? O mau entendimento está na confusão
de 2 elementos distintos: Jesus e o
Cristo.
Eis o que nos diz Rohden, no livro “Assim dizia o Mestre”,
páginas 14 a
16:
“O Divino Logos”, ou Verbo, se
uniu inseparavelmente ao humano Jesus, mas essa união não aniquilou a distinção
entre os 2 elementos, divino e humano, o eterno Logos, depois de se unir a
Jesus, filho de Maria, chama-se o UNGIDO,
ou em grego, o CRISTÓS.
Nenhum homem que não receba essa
mesma unção (“chrisma”) do Espírito de DEUS pode ir ao Pai. Ninguém vai a Deus a não ser através da unção
do Espírito de Deus.
A nossa natureza humana deve ser
tão penetrada e permeada do espírito de Deus que possamos dizer com Jesus
Cristo: EU E O PAI SOMOS UM.
Em Jesus de Nazaré encontrou o
Divino Logos a mais perfeita expressão até hoje conhecida aqui na Terra, e por
isso nós cultuamos o Cristo em Jesus como o apogeu das revelações da Divindade.
“Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”
Abraão, Moisés, David e muitos
outros foram ao Pai por meio do Cristo, muito antes que esse Cristo se tivesse
revelado em Jesus.
A redenção vem do Cristo. “Eu
sei que meu redentor vive! – exclamou Jô, no meio dos seus sofrimentos,
professando a fé no Cristo Redentor, milênios antes do nascimento de Jesus”.
No vol. 4, página 50, (Sabedoria do Evangelho), apesar da difícil
distinção: quando falava e agia “JESUS”, e quando agia e falava “O Cristo”, ao
reunir mais de cinco mil pessoas, era o Cristo que falava ao expandir-se e
assumir totalmente o comando da personagem humana de Jesus. Não havia microfone
e nem auto falante, e não consta que Jesus possuísse um “vozeirão” para que
todos o escutassem...)
Para encerrar a presente opinião; está no volume 7, página 48, sobre
o verdadeiro conceito da Trindade, considerada em seus 3 aspectos (não 3 pessoas), fica claro que estando o Cristo – filho
unigênito – inserido na mesma Trindade e não diferenciado dos demais aspetos,
seria ilógico que o Espírito de Jesus – Cristo Cósmico – teria percorrido a
mesma trajetória evolutiva dos demais espíritos.
Tudo isso de acordo com a verdade que pode ser alcançada por nós
atualmente ....(vamos ficar dentro do nosso universo de que tão pouco
conhecemos).
Para finalizar, acreditamos que estamos, todos nós, necessitados
de mais FÉ, como nos conclamava o Divino Mestre – livro “Assim dizia o Mestre”,
paginas 203 a
206:
“Quem tem fé em mim, ainda que
tenha morrido, viverá para sempre”.
Esse ter FÉ deve ser algo imensamente poderoso, uma vez que CREA
vida eterna, para além de todas as vidas, mortes e sobrevivências temporárias.
Ter FÉ, na linguagem de Jesus, não é crer, é ter experiência vital
de DEUS, é conhecer e compreender a Deus por meio de uma atitude de intuição ou
vivência íntima, divina.
Viver eternamente, ser imortal, é, pois uma permanente atitude de
conhecimento intuitivo, espiritual, na visão direta da suprema realidade.
Sendo que DEUS é imortal por sua íntima essência, o homem
só terá imortalidade se se unir intimamente à “Imortalidade Universal de DEUS”.
“Unir” quer dizer tornar uno, ter a consciência vital de que nosso
íntimo ser coincide com o Ser da divindade – “EU E O PAI SOMOS UM” – embora o
nosso externo existir seja diferente de DEUS – “mas o PAI é maior que eu”.
Isso é ter fé no Cristo –
saber que “já não sou eu que vivo, mas o Cristo que vive em mim.”
No ano 325 DC, realizou-se na
cidade de Nicéia um grande Concílio. O objetivo do mesmo era definir qual a
relação de Cristo com Deus. Depois de
inúmeras discussões o imperador Constantino conseguiu que fosse aprovado o
“Credo de Nicéia”, pela maioria dos presentes com votos contrários de apenas
três assistentes. Prevaleceu “a tese de
que Jesus não era um homem que se elevou
a Deus, mas um Deus que se fez
homem. Essa idéia dominante no
Concílio de Nicéia permanece até os nossos dias sem nenhuma modificação.
Credo de Nicéia
“Cremos em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador de todas as
coisas visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, unigênito do Pai,
isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus
verdadeiro, gerado não criado, consubstancial (homoousios) ao Pai, por quem
todas as coisas vieram à existência, tanto no Céu como na Terra, o qual, por
nós homens e para nossa salvação, desceu do Céu e encarnou, fez-se homem,
padeceu e ressurgiu de novo no terceiro dia, subiu ao Céu e virá julgar os
vivos e os mortos. E no Espírito Santo.
Mas aqueles que dizem: ‘Houve um tempo em que ele não existia’ e ‘antes
de nascer, ele não existia’ e que ele veio a existir a partir do nada, que
afirmam que o Filho de Deus é uma realidade ou substância diferente (anomoios)
ou que está sujeito a alteração ou mudança – esses são anatematizados pela
Igreja Católica e Apostólica. (Livro “Christos” de José
Carlos Leal, 1ª edição, página 320).
Francisco Fortes
13/06/2009
Rev. 22/06/2009
Rev. 06/07/2009
Rev. 23/09/2009
Rev. 23/09/2010
Rev. 15/11/2010
Rev. 01/10/2012
Rev. 09/02/2014
Rev. 14/09/2014