quinta-feira, 14 de maio de 2015

Que é Espírito?




Que é Espírito?

 

São os Seres criados por Deus, filhos eternos, vivendo nesse mundo relativo, em processo de redescobrimento de sua realidade.    Foram criados perfeitos tendo, no entanto perdido a consciência dessa perfeição ao se afastarem de Deus.   Passaram um bilhão e quinhentos milhões de anos nos primeiros três reinos da natureza (mineral, vegetal e animal) descobrindo qualidades e perfeições que já faziam parte de Si.  Reiniciavam sua caminhada de retorno. Ao entrar no reino humano já com inúmeras redescobertas realizadas nos três anteriores, passaram a ter a opção de escolha de novos caminhos ou continuar agindo, exclusivamente, com base nos hábitos adquiridos anteriormente que  foram necessários ao Ser, naquelas fases. Nesse novo reino a transformação é marcante. Já não é necessário, com a mesma intensidade, a utilização, por exemplo, de seu instinto de defesa o que no reino animal era primordial.  Como esse instinto continua, no entanto, latente nessa nova fase, o Espírito prossegue, no reino humano, a reagir semelhantemente ao que fazia no reino animal. Como esse instinto, tantos outros adquiridos se apresentam necessitando, do Ser, um trabalho constante para se desvestir de cada um deles para que a Sua natureza real possa se manifestar.

 

Nosso Espírito, que passa por todos esses diferentes estados de consciência, ou seja - gradualmente saber qual é a sua realidade - é um Ser perfeito que perdeu a consciência de si mesmo.  Sua mente, portanto, exterioriza aquilo que Ele, a cada momento, conseguiu reconquistar  de sua perfeição original.

 

Sendo este Ser, em sua essência, perfeito, aquilo que chamamos estados evolutivos ou etapas de evolução, são, na realidade, estágios/níveis de consciência de sua real e perfeita natureza. Os pseudos erros que comete são cometidos por ignorância e não por querer o mal. Existe uma diferença fundamental entre conhecer e saber.  Conhecer é tudo aquilo que já nos foi exposto por terceiros ou o que percebemos através de todos os nossos sentidos.  Este é um conhecimento  intelectual  que não faz ainda parte consciente da nossa natureza. Saber é descobrir que tal conhecimento já era integrante da nossa realidade espiritual.  A partir dai, tal descoberta elimina qualquer possibilidade de agirmos de forma diferente daquela preconizada por esse saber, porque ele já é parte da nossa realidade e passa a se manifestar automaticamente toda vez que a oportunidade se manifesta.

O “Reino de Deus” é eterno e o tempo e o espaço, nele, não existem.  O Espírito evolui, autoconhecendo-se. Esse processo se realiza no mundo físico e espiritual de três dimensões que é o universo finito no qual vivemos onde, a necessidade do ontem do hoje e do amanhã são indispensáveis. Desse universo sairemos no momento em que adquirirmos total consciência de nossa realidade i.e. da condição original em que, nós Espíritos, fomos criados por Deus.   Aí teremos chegado à Casa do Pai e seremos um com Ele.

 

Francisco Fortes


11/05/2015

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Princípio de tudo


Que é Deus?

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” (Pergunta 1)

Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa.  Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá. (Pergunta  4)

(‘O Livro dos Espíritos’ de Allan Kardec)

 

“A correlação das forças físicas, mostrou-nos a unidade de Deus sob todas as formas passageiras do movimento; pela síntese, o espírito se eleva à noção de uma lei única, de uma lei e de uma força universais, que não são mais do que a ação do pensamento divino. Luz, calor, eletricidade, magnetismo, atração, afinidade, vida vegetal, instinto, inteligência , tomam sua origem em Deus. O sentimento do belo, a estética das ciências, a harmonia matemática, a geometria, iluminam essas forças múltiplas com uma claridade atraente e as cobrem de um perfume do ideal.  Sob qualquer aspecto que o espírito meditativo observe a natureza, acha um caminho que vai ter a Deus, força viva cujas palpitações se crê sentir sob todas as formas da obra universal, desde o estremecer da sensitiva até o canto cadenciado da matinal andorinha.  Tudo é número, relação, harmonia, revelação de uma causa inteligente, obrando universal e eternamente.  Deus não é, portanto, como dizia Lutero, - um quadro vazio sobre o qual não há outra inscrição senão a que nele colocamos -.  É, sentindo a eterna presença deste  Deus, que compreendemos as palavras de Leibnitz: - Há por toda parte metafísica, geometria, moral; - e o velho aforismo de Platão que podemos traduzir: - Deus é o geômetra eternamente em atividade-.

É fora das agitações da sociedade humana, no recolhimento das solidões profundas, que é permitido à alma, contemplar em face, a glória do invisível manifestada pelo visível.  É nesta entrevista da presença de Deus sobre a Terra que a alma se eleva à noção do verdadeiro.  O ruído longínquo do oceano, a paisagem solitária, as águas que silenciosamente sorriem, as florestas que suspiram nos sonos ansiosos, as orgulhosas e vigilantes montanhas que olham do alto, são manifestações sensíveis da força que vela  no fundo das coisas.” (Trecho do livro V da obra “Deus na natureza” de Camille Flamarion, Edição de 1878.)

 

Francisco Fortes (6-Maio-2015)