sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


 

Fé = Fide (lat.) = Fidelidade, Fiel a uma Crença, Confiança.



 Muitas das religiões, no mundo, baseiam-se nos fundamentos dos Velho e Novo Testamento. Quando tratam da interpretação do que seja Fé, recorrem, especialmente ao Evangelho de Mateus, Capítulo 17: 14-20 referenciando-se especialmente ao versículo 20, a seguir:

 Jesus respondeu-lhes: Por causa da fraqueza de vossa fé, pois em verdade vos digo; se tiverdes como um grão de mostarda, direis a esta montanha; transporta-te daqui para lá, e ela se transportará, e nada vos será impossível”. 

A a que Jesus se refere não é a incompleta e muitas vezes passageira e conveniente, que aparentamos ter quando atingidos por alguma dificuldade. A a que Ele se refere é aquela verdadeira - a fidelidade aos seus ensinamentos - através de sua prática no dia a dia.  É a fidelidade também, imprescindível a nossa transformação interior, caminho para a  eliminação da causa geradora do efeito.

A crença em milagres que muitos aceitam, é que, tendo-se fé, é possível conquistar os tais chamados milagres bastando para isso, pedir,  orar e aguardar o atendimento do solicitado. 

Pretendemos, através do presente estudo, questionar tal interpretação, alinhando para isso, nossos argumentos a respeito.  Como a nossa é raciocinada, listamos a seguir as crenças que fundamentam o nosso pensamento.

1 – (“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas.  Não vim revoga-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra , não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado.” Mateus, Capítulo V, Versículos 17-18.)  

2 – Somos Luz, Espíritos criados no Reino de Deus à sua imagem e semelhança, consequentemente – perfeitos. (‘’Creia que você é luz de Deus, criatura dotada de todos os recursos necessários a uma vida feliz e saudável”. (O Médico Jesus, Capítulo, “Quando a doença chegar” de José Carlos de Lucca.)

3 – Somos portadores da Centelha Divina que se encontra na Consciência do Espírito. (Vide a resposta a pergunta 621 do “O Livro dos Espíritos”) .

4 – Nosso périplo pelo universo em que habitamos, é consequência da escolha que fizemos pela dualidade, quando ainda no Reino de Deus.  “Somos seres eternos jornadeando em um mundo finito”.  (Huberto Rodhen).

5 – “Deus é soberanamente justo e bom” (parte da resposta à pergunta 13 do “o Livro dos Espíritos).    

6 – A Lei de Ação e Reação é integrante da Lei de Deus. (“A toda ação há sempre uma reação oposta de igual intensidade”. Terceira Lei de Newton).

7 – Como corolário dessa Lei, todas as situações de desventuras pelas quais passamos, durante a nossa jornada por esse universo de três dimensões, são criações nossas, são consequências das nossas ações e pensamentos, gerando automaticamente seus efeitos.

8 – De acordo com o que Jesus nos transmitiu através do Evangelista Mateus (“não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado”. Item 1 acima.), para que possamos eliminar as consequências de nossos pensamentos e ações negativos, temos que, obrigatoriamente, transformá-los em positivos.  Para que isso possa ser feito é necessária a identificação da causa, para que ela possa ser aceita como real geradora do efeito, nos possibilitando, assim, perseverar em sua transformação. A meditação i.e., olhar para dentro de si mesmo, é o caminho para se atingir tal objetivo.   (“Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.  A cura real somente acontece do interior para o exterior, do cerne para a forma transitória”. (O Médico Jesus, Capítulo Cura Real de José Carlos De Lucca)

9 - Dirão alguns:

“Eu conheço um caso em que o paciente foi a um lugar e, após um tratamento espiritual, foi curado, pelos dirigente daquela lugar”.  Isso é verdade. O beneficiado, no entanto, sem dúvida alguma, teve que cumprir a Lei i.e., identificou a causa geradora do problema e se transformou.

Dirão outros: 

“Eu conheço um caso  em que o paciente foi a um lugar e após inúmeras visitas e tratamentos espirituais, não ficou curado.”

Isso também é verdade.  O que ocorre é que o paciente não fez a sua parte, ou seja, não identificou a causa e não se transformou não tendo, assim, se habilitando a se curar. Outra situação, que pode ocorrer, é o paciente ter se curado espiritualmente mas o corpo físico estar tão debilitado que não há tempo para que a cura física se processe.

. É importante ficar claro que a cura física não é a mais importante mais sim a do corpo espiritual ou períspirito.  Poderá haver, assim:

a – cura do corpo espiritual com a cura do corpo físico.

b – cura do corpo espiritual sem cura do corpo físico atual, mas sim dos futuros corpos físicos.

c - falta de cura do corpo espiritual acarretando, automaticamente, a falta de cura do atual e dos futuros corpos físicos.



Francisco Fortes

Julho 2016  

Nenhum comentário:

Postar um comentário