FÉ
Fé = Fide (lat.)
= Fidelidade, Fiel a uma Crença, Confiança.
Muitas das religiões,
no mundo, baseiam-se nos fundamentos dos Velho e Novo Testamento. Quando tratam
da interpretação do que seja Fé,
recorrem, especialmente ao Evangelho de Mateus, Capítulo 17: 14-20 referenciando-se
especialmente ao versículo 20, a seguir:
“Jesus respondeu-lhes: Por causa da fraqueza de vossa fé, pois em verdade vos digo; se
tiverdes fé como um grão de
mostarda, direis a esta montanha; transporta-te daqui para lá, e ela se
transportará, e nada vos será impossível”.
A fé a que Jesus se refere não é a fé incompleta e muitas
vezes passageira e conveniente, que aparentamos ter quando atingidos por alguma
dificuldade. A fé a que Ele se refere é aquela verdadeira - a fidelidade
aos seus ensinamentos - através de sua prática no dia a dia. É a fidelidade também, imprescindível a
nossa transformação interior, caminho para a eliminação da causa geradora do efeito.
A crença em milagres que muitos aceitam, é que, tendo-se fé, é
possível conquistar os tais chamados milagres bastando para isso, pedir, orar e aguardar o atendimento do solicitado.
Pretendemos, através do presente estudo, questionar tal
interpretação, alinhando para isso, nossos argumentos a respeito. Como a nossa fé é raciocinada,
listamos a seguir as crenças que fundamentam o nosso pensamento.
1 – (“Não penseis que
vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim
revoga-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até
que passem o céu e a terra , não será omitido nem um só i, uma só vírgula da
Lei, sem que tudo seja realizado.” Mateus, Capítulo V, Versículos 17-18.)
2 – Somos Luz, Espíritos criados no Reino de Deus à sua
imagem e semelhança, consequentemente – perfeitos. (‘’Creia que você é luz de Deus, criatura dotada de todos os recursos
necessários a uma vida feliz e saudável”. (O Médico Jesus, Capítulo,
“Quando a doença chegar” de José Carlos de Lucca.)
3 – Somos portadores da Centelha Divina que se encontra na
Consciência do Espírito. (Vide a resposta a pergunta 621 do “O Livro dos
Espíritos”) .
4 – Nosso périplo pelo universo em que habitamos, é
consequência da escolha que fizemos pela dualidade, quando ainda no Reino de
Deus. “Somos seres eternos jornadeando em um mundo finito”. (Huberto Rodhen).
5 – “Deus é
soberanamente justo e bom” (parte da resposta à pergunta 13 do “o Livro dos
Espíritos).
6 – A Lei de Ação e Reação é
integrante da Lei de Deus. (“A toda ação
há sempre uma reação oposta de igual intensidade”. Terceira Lei de Newton).
7 – Como corolário dessa Lei, todas as situações de
desventuras pelas quais passamos, durante a nossa jornada por esse universo de
três dimensões, são criações nossas, são consequências das nossas ações e
pensamentos, gerando automaticamente seus efeitos.
8 – De acordo com o que Jesus nos transmitiu através do
Evangelista Mateus (“não será omitido nem
um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado”. Item
1 acima.), para que possamos
eliminar as consequências de nossos pensamentos e ações negativos, temos que,
obrigatoriamente, transformá-los em positivos.
Para que isso possa ser feito é necessária a identificação da causa,
para que ela possa ser aceita como real geradora do efeito, nos possibilitando,
assim, perseverar em sua transformação. A meditação i.e., olhar para dentro de
si mesmo, é o caminho para se atingir tal objetivo. (“Não
trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade
seja também extinta. A cura real somente
acontece do interior para o exterior, do cerne para a forma transitória”. (O
Médico Jesus, Capítulo Cura Real de José Carlos De Lucca)
9 - Dirão alguns:
“Eu conheço um caso em que o paciente foi a um lugar e, após
um tratamento espiritual, foi curado, pelos dirigente daquela lugar”. Isso é verdade. O beneficiado, no entanto, sem
dúvida alguma, teve que cumprir a Lei i.e., identificou a causa geradora do
problema e se transformou.
Dirão outros:
“Eu conheço um caso em
que o paciente foi a um lugar e após inúmeras visitas e tratamentos
espirituais, não ficou curado.”
Isso também é verdade.
O que ocorre é que o paciente não fez a sua parte, ou seja, não
identificou a causa e não se transformou não tendo, assim, se habilitando a se
curar. Outra situação, que pode ocorrer, é o paciente ter se curado
espiritualmente mas o corpo físico estar tão debilitado que não há tempo para
que a cura física se processe.
. É importante ficar claro que a cura física não é a mais
importante mais sim a do corpo espiritual ou períspirito. Poderá haver, assim:
a – cura do corpo espiritual com a cura do corpo físico.
b – cura do corpo espiritual sem cura do corpo físico atual,
mas sim dos futuros corpos físicos.
c - falta de cura do corpo espiritual acarretando,
automaticamente, a falta de cura do atual e dos futuros corpos físicos.
Francisco Fortes
Julho 2016
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