“AS
SETE ESFERAS DA TERRA”
Se pararmos para pensar sobre o equilíbrio que encontramos
no planeta Terra e no Universo, teremos que concordar que ele é o resultado de
complexo sistema de infinitas equações matemáticas nos levando a juntar a nossa
voz à do filósofo alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) quando disse que
“Deus é o Geômetra onipotente para quem o mundo é imenso problema
matemático”. No “O Livro dos Fluidos” (psicofonia de João Berbel) Eurípedes
Barsanulfo, Ismael Alonso e Miguel de Alcântara nos dizem: “Ora, a sabedoria
desse Deus matemático obviamente colocou tudo em leis, do mínimo
fenômeno material ao mais grandioso ato humano, ambos com expressões
matemáticas num gigante computador divino a que não temos acesso global, mas fragmentário”. Todos
os acontecimentos, se analisados
cuidadosamente, nos demonstram essa verdade.
Vemos nos livros sagrados de todas as religiões, referências numéricas. Alguns números, no entanto, são mencionados repetidamente em muitas delas. O número 7 é um desses exemplos. Assim vejamos:
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Na Bíblia:
·
O sétimo dia no qual Deus
descansou após o termino de sua obr
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Aquele que matasse Caim seria vingado sete vezes.
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Noé separou sete pares de animais vivos.
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Por amor a Raquel, Jacó serviu sete anos
a Labão e depois mais sete.
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Os sonhos do Faraó egípcio incluíam sete
vacas gordas, sete vacas magras, sete espigas boas, sete espigas
mirradas.
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Na literatura judaica:
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A viagem de Enoc ao sétimo céu.
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Os sete céus.
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Os sete olhos do Senhor percorrem a
Terra.
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Os sete meses, sete degraus, sete
dias.
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Em Atenas:
·
Sólon escreveu: Sete anos depois do
primeiro sopro, o menino muda todos os dentes; fortificado por igual
período, mostra os primeiros sinais viris.
Em um terceiro, seus membros crescem, a barba surge em seu rosto incerto. Depois de um quarto período, sua força e seu vigor alcançam o apogeu.(...)
Quando Deus lhe concede dez vezes sete, o homem idoso se prepara para o
céu.
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No Evangelho:
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Pedro: Quantas vezes devo perdoar a meu irmão?
Até sete vezes?
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Jesus: Setenta vezes sete.
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No Apocalipse:
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As sete Igrejas.
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Os sete candelabros.
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As sete estrelas.
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Os sete selos.
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No nosso dia/dia:
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As sete maravilhas do mundo.
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Os sete dias da semana.
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As sete notas musicais.
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A sétima arte.
No capítulo 4 do livro Sepher Yetzirah (Livro da
Formação). Antiguíssima obra cabalística atribuída ao patriarca Abraham,
se “esclarece a criação do Universo por
analogia com as 22 letras do alfabeto hebraico” segundo o Glosário
Teosófico de Helena Blavatsky.
No alfabeto judeu, as “sete letras duplas, beit,
guimel, daleth, caph, phei, reish, e tav, com uma duplicidade de pronúncia,
aspiradas (com um ponto no centro)
e não aspiradas (sem o ponto no centro), a saber, beit guimel, daleth,
caph, phel, reish, e tav, servem como modelo de maciez e dureza,
força e fraqueza” conforme a seguir:
“Pelas sete consoantes duplas, foram também designados sete
mundos (...), sete céus, sete terras (provavelmente climas), sete
mares (provavelmente em torno da Palestina), sete rios, sete
desertos, sete dias da semana, sete semanas a contar da Páscoa até
Pentecostes, há um ciclo de sete anos, sendo o sétimo o ano da
libertação, e após sete anos de libertação vêm o jubileu. Portanto, Deus ama o número sete sob
todo o céu. (em toda a natureza). (Tradução comentada [Kalish, Kaplan,
Lipner, Wynn Wescott] – site na Internet www.eon.com.br).
Vimos acima uma série de situações onde o número sete está
presente. Mas qual será a razão para
essa preferência tão marcante. Helena
Blavatsky em seu “Glosário Teosófico” definindo o “Setenário”, nos
esclarece o seguinte:
“É a base da ordem da natureza para o nosso
universo. Assim, há sete globos
que constituem a Cadeia planetária (Lua, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio,
Saturno e Júpiter); sete Princípios que integram o homem (Espírito,
Alma Espiritual, Mente ou Alma humana, Alma animal sede dos instintos, desejos
e paixões, Prana (Vida), Corpo Astral e
o Corpo físico); sete Raças (Raça dos Deuses, Andróginos
latentes, Lemuriana, Atlântica, Aria (atual) e as duas futuras que habitarão, a
6ª, na região que hoje é a América do Norte sendo sua conquista a clarividência
astral e a 7ª na América do Sul com a aquisição do sétimo sentido, a
clarividência mental.) sete sentidos (os dois últimos só
serão adquiridos pelas duas próximas raças) (...)a ciência ocidental
reconhece sete cores, sete sons (...) .
No livro “Cidade do Além” psicografia de Francisco C.
Xavier, pelos Espíritos de André Luiz e Lucius, e no livro “As Sete Esferas da
Terra” de Mario Frigéri, somos informados que é “o campo magnético da Terra
dividido em sete esferas, seguindo a tradicional concepção dos sete
céus(...)” (CA/68) conforme a seguir:
1ª Esfera – Crosta Terrestre. Mundo de Provas e Expiações, por nós,
sobejamente conhecido.
2ª Esfera – Umbral Grosso.
“(...) mais materializado, de regiões purgatoriais mais
dolorosas (...)“ das quais informam
ter poucas notícias. (CA/68)
3ª Esfera – Umbral Médio.
(...), onde os Espíritos do Bem localizam, com mais
amplitude, sua assistência, e onde estão situadas as “Moradias”.” (CA/68)
4ª Esfera – Umbral.
Área “de
transição , abriga Espíritos necessitados de reencarnação.” (CA/69) É onde se situa a cidade Nosso Lar.
(...) um dos inúmeros ateneus do Universo, onde os
espíritos libertos das últimas imperfeições, acendrados (purificados)
pelos sofrimentos, remidos pelo escrupuloso cumprimento de deveres sociais e
divinos, vêm retemperar as forças combalidas por prolongadas liças morais
(...). É aqui, finalmente, que eles iniciam o estágio para desempenho de graves
e meritórias missões – as de mensageiros celestiais.” (SET/61/62)
6ª Esfera – Amor Fraterno Universal.
“É, desse plano verdadeiramente sobreceleste que, sem
dúvida, desceu o Mensageiro Asclépios, (...).
Pertence Asclépios (...) a comunidades redimidas do Plano dos Imortais,
nas regiões mais elevadas da zona espiritual da Terra. Vive muito acima de nossas noções de forma,
em condições inapreciáveis à nossa atual conceituação da vida. Já perdeu todo contato direto com a Crosta
Terrestre e só poderia fazer-se sentir, por lá, através de enviados e
missionários de grande poder.” (SET/64)
7ª Esfera – Diretrizes do Planeta.
“(...) é, certamente, onde o Cristo está entronizado,
no seio de uma Humanidade cuja altitude evolutiva é por ora inconcebível para nós.
E desse fulgente sólio (assento real, trono) de luz, governa esse
maravilhoso Organismo de Esferas chamado Planeta Terra, que Ele mesmo criou,
por determinação de Deus.” (SET/68)
Chamamos atenção para o fato de que as transcrições acima
foram feitas dos dois livros mencionados.
A razão é que no livro “Cidade do Além” só constam esclarecimentos sobre
as Esferas 2, 3 e 4. As Esferas 1, 5, 6 e 7 só são comentadas no livro “As Sete
Esferas da Terra”. Da mesma forma a listagem das sete Esferas no livro “Cidade
do Além” é diferente daquela listada no livro “As Sete Esferas da Terra”. Nesse último as esferas Umbral Grosso
e Umbral Médio são substituídas pelas esferas Abismo e Trevas,
com a diferença fundamental que tais esferas se situam no interior da
terra. A nova relação passa assim a ser a seguinte:
1ª Esfera – Abismo
2ª Esfera – Trevas
3ª Esfera – Crosta
Terrestre
4ª Esfera – Umbral
5ª Esfera – Arte,
Cultura e Ciência
6ª Esfera – Amor
Fraterno Universal
7ª Esfera –
Diretrizes do Planeta
A nova classificação tem por base o comentário que o
Espírito Lísias fez a André Luiz
conforme transcrito no livro “Nosso Lar”: “Naturalmente, como aconteceu a nós
outros, você situou como região de existência, além da morte do corpo, apenas
os círculos a se iniciarem da superfície do globo para cima, esquecido do
nível para baixo. A vida contudo,
palpita na profundeza dos mares e no âmago da terra. Além disso, há princípios de gravitação
para o espírito, como se dá com os corpos materiais.” Lísias comenta então o que vem a ser essas
duas esferas:
Abismo e Trevas – “Qual acontece a nós outros,
que trazemos em nosso íntimo o superior e o inferior, também o planeta traz
em si expressões altas e baixas, com que corrige o culpado e dá passagem ao
triunfador para vida eterna. (...) Quem estime viver exclusivamente nas
sombras, embotará o sentido divino da direção.
Não será demais, portanto , que se precipite nas Trevas, porque o
abismo atrai o abismo e cada um de nós chegará ao local para onde esteja dirigindo
os próprios passos.” (NL/244/246)
È necessário entender algumas particularidades do mundo
das Esferas:
·
“As
esferas são apresentadas à semelhança de globos que envolvem uns aos outros, os
maiores englobando os menores – como se fossem bolas de pequenas proporções
dentro de outras mais amplas. E todos se
interpenetrando segundo uma linha ascendente de evolução que tem origem no
interior (ponto de menor evolução) e se projeta para a periferia (ponto de
maior evolução). Comparação bem singela
seria com uma cebola: cada casca que a envolve representaria uma esfera.” CA/24)
·
“Cada divisão se subdivide em várias outras.”
(NL).
Oswaldo Polidoro no seu estudo “Diagrama
Celeste” afirma que as sete
divisões principais se subdividem, “de sete em sete, numa maravilhosa
distribuição de moradas vibracionais, vai para cima de trinta mil....”
·
“As esferas espirituais se distinguem por
vibrações distintas, que se apuram à medida que se afastam do núcleo”. (NL)
·
“(...) onde o Espírito estiver situado pela
identidade vibratória, seja onde for neste vasto espaço magnético, sob seus pés
terá terra firme e sobre sua cabeça céu aberto, já que seus sentidos não
estarão aptos para perceberem as esferas que lhe estão acima.” (NL)
·
(...) os Espíritos que estão acima podem
transitar pelas esferas que lhes estão abaixo, mas os Espíritos que estão nas
esferas inferiores não podem, sozinhos, passar para esferas superiores.” (NL)
·
Católicos, protestantes e outros religiosos
após a morte, não se tornam espíritas ou conhecedores da realidade
ultra-tumular, ao revés, dão curso aos seus credos, reunindo-se em grupos e
igrejas afins. (TE – baseado no livro “Loucuras e Obsessão” de Manoel
Philomeno de Miranda)
·
Incapacitados de prosseguir, além túmulo, a
caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se
em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando entre si a dominação da
Terra. (TE – baseado no livro “Libertação” de André Luiz)
O corolário dos ensinamentos que acabamos de estudar é de
que cada uma das inumeráveis esferas está situada em diferentes dimensões o que
nos explica porque Espíritos de uma esfera não podem ver ou se comunicar com
outros Espíritos situados em esferas superiores.
Francisco Fortes
13/junho/2005


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