quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

AS SETE ESFERAS DA TERRA


“AS SETE ESFERAS DA TERRA”













Se pararmos para pensar sobre o equilíbrio que encontramos no planeta Terra e no Universo, teremos que concordar que ele é o resultado de complexo sistema de infinitas equações matemáticas nos levando a juntar a nossa voz à do filósofo alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) quando disse que “Deus é o Geômetra onipotente para quem o mundo é imenso problema matemático”. No “O Livro dos Fluidos” (psicofonia de João Berbel) Eurípedes Barsanulfo, Ismael Alonso e Miguel de Alcântara nos dizem: “Ora, a sabedoria desse Deus matemático obviamente colocou tudo em leis, do mínimo fenômeno material ao mais grandioso ato humano, ambos com expressões matemáticas num gigante computador divino a que não temos acesso global, mas fragmentário”. Todos os  acontecimentos, se analisados cuidadosamente, nos demonstram essa verdade.







Vemos nos livros sagrados de todas as religiões, referências numéricas.  Alguns números, no entanto, são mencionados repetidamente em muitas delas.  O número 7 é um desses exemplos.  Assim vejamos:







·         Na Bíblia:

·         O sétimo dia no qual Deus descansou após o termino de sua obr

·         Aquele que matasse Caim seria vingado sete vezes.

·         Noé separou sete pares de animais vivos.

·         Por amor a Raquel, Jacó serviu sete anos a Labão e depois mais sete.

·         Os sonhos do Faraó egípcio incluíam sete vacas gordas, sete vacas magras,  sete espigas boas, sete espigas mirradas.



·         Na literatura judaica:

·         A viagem de Enoc ao sétimo céu.

·         Os sete céus.

·         Os sete olhos do Senhor percorrem a Terra.

·         Os sete meses, sete degraus, sete dias.



·         Em Atenas:

·         Sólon escreveu: Sete anos depois do primeiro sopro, o menino muda todos os dentes; fortificado por igual período, mostra os primeiros sinais viris.  Em um terceiro, seus membros crescem, a barba surge em seu rosto incerto.  Depois de um quarto período,  sua força e seu vigor alcançam o apogeu.(...) Quando Deus lhe concede dez vezes sete, o homem idoso se prepara para o céu.





·         No Evangelho:

·         Pedro: Quantas vezes devo perdoar a meu irmão? Até sete vezes?

·         Jesus: Setenta vezes sete.



·         No Apocalipse:

·         As sete Igrejas.

·         Os sete candelabros.

·         As sete estrelas.

·         Os sete selos.



·         No nosso dia/dia:

·         As sete maravilhas do mundo.



·         Os sete dias da semana.

·         As sete notas musicais.

·         A sétima arte.



No capítulo 4 do livro Sepher Yetzirah (Livro da Formação). Antiguíssima obra cabalística atribuída ao patriarca Abraham, se “esclarece a criação do Universo por analogia com as 22 letras do alfabeto hebraico” segundo o Glosário Teosófico de Helena Blavatsky.

No alfabeto judeu, as sete letras duplas, beit, guimel, daleth, caph, phei, reish, e tav, com uma duplicidade de pronúncia, aspiradas (com um ponto no centro) e não aspiradas (sem o ponto no centro), a saber, beit guimel, daleth, caph, phel, reish, e tav, servem como modelo de maciez e dureza, força e fraqueza” conforme a seguir:


“Pelas sete consoantes duplas, foram também designados sete mundos (...), sete céus, sete terras (provavelmente climas), sete mares (provavelmente em torno da Palestina), sete rios, sete desertos, sete dias da semana, sete semanas a contar da Páscoa até Pentecostes, há um ciclo de sete anos, sendo o sétimo o ano da libertação, e após sete anos de libertação vêm o jubileu.  Portanto, Deus ama o número sete sob todo o céu. (em toda a natureza). (Tradução comentada [Kalish, Kaplan, Lipner, Wynn Wescott] – site na Internet www.eon.com.br).





Vimos acima uma série de situações onde o número sete está presente.  Mas qual será a razão para essa preferência tão marcante.  Helena Blavatsky em seu “Glosário Teosófico” definindo o “Setenário”, nos esclarece o seguinte:

“É a base da ordem da natureza para o nosso universo.  Assim, há sete globos que constituem a Cadeia planetária (Lua, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter); sete Princípios que integram o homem (Espírito, Alma Espiritual, Mente ou Alma humana, Alma animal sede dos instintos, desejos e paixões, Prana (Vida), Corpo Astral  e o Corpo físico); sete Raças (Raça dos Deuses, Andróginos latentes, Lemuriana, Atlântica, Aria (atual) e as duas futuras que habitarão, a 6ª, na região que hoje é a América do Norte sendo sua conquista a clarividência astral e a 7ª na América do Sul com a aquisição do sétimo sentido, a clarividência mental.) sete sentidos (os dois últimos só serão adquiridos pelas duas próximas raças) (...)a ciência ocidental reconhece sete cores, sete sons (...) .



No livro “Cidade do Além” psicografia de Francisco C. Xavier, pelos Espíritos de André Luiz e Lucius, e no livro “As Sete Esferas da Terra” de Mario Frigéri, somos informados que é “o campo magnético da Terra dividido em sete esferas, seguindo a tradicional concepção dos sete céus(...)” (CA/68) conforme a seguir:

1ª Esfera – Crosta Terrestre.  Mundo de Provas e Expiações, por nós, sobejamente conhecido.

2ª Esfera – Umbral Grosso.

“(...) mais materializado, de regiões purgatoriais mais dolorosas (...)“  das quais informam ter poucas notícias. (CA/68)

3ª Esfera – Umbral Médio.

(...), onde os Espíritos do Bem localizam, com mais amplitude, sua assistência, e onde estão situadas as “Moradias”.” (CA/68)

4ª Esfera – Umbral.

Área  “de transição , abriga Espíritos necessitados de reencarnação.” (CA/69)  É onde se situa a cidade Nosso Lar.

5ª Esfera – Arte, Cultura e Ciência.

(...) um dos inúmeros ateneus do Universo, onde os espíritos libertos das últimas imperfeições, acendrados (purificados) pelos sofrimentos, remidos pelo escrupuloso cumprimento de deveres sociais e divinos, vêm retemperar as forças combalidas por prolongadas liças morais (...). É aqui, finalmente, que eles iniciam o estágio para desempenho de graves e meritórias missões – as de mensageiros celestiais.” (SET/61/62)

6ª Esfera – Amor Fraterno Universal.

“É, desse plano verdadeiramente sobreceleste que, sem dúvida, desceu o Mensageiro Asclépios, (...).  Pertence Asclépios (...) a comunidades redimidas do Plano dos Imortais, nas regiões mais elevadas da zona espiritual da Terra.  Vive muito acima de nossas noções de forma, em condições inapreciáveis à nossa atual conceituação da vida.  Já perdeu todo contato direto com a Crosta Terrestre e só poderia fazer-se sentir, por lá, através de enviados e missionários de grande poder.” (SET/64)

7ª Esfera – Diretrizes do Planeta.

“(...) é, certamente, onde o Cristo está entronizado, no seio de uma Humanidade cuja altitude evolutiva é por ora inconcebível  para nós.  E desse fulgente sólio (assento real, trono) de luz, governa esse maravilhoso Organismo de Esferas chamado Planeta Terra, que Ele mesmo criou, por determinação de Deus.” (SET/68)



Chamamos atenção para o fato de que as transcrições acima foram feitas dos dois livros mencionados.  A razão é que no livro “Cidade do Além” só constam esclarecimentos sobre as Esferas 2, 3 e 4. As Esferas 1, 5, 6 e 7 só são comentadas no livro “As Sete Esferas da Terra”. Da mesma forma a listagem das sete Esferas no livro “Cidade do Além” é diferente daquela listada no livro “As Sete Esferas da Terra”.  Nesse último as esferas Umbral Grosso e Umbral Médio são substituídas pelas esferas Abismo e Trevas, com a diferença fundamental que tais esferas se situam no interior da terra.  A nova relação  passa assim a ser a seguinte:



1ª Esfera – Abismo

2ª Esfera – Trevas

3ª Esfera – Crosta Terrestre

4ª Esfera – Umbral

5ª Esfera – Arte, Cultura e Ciência

6ª Esfera – Amor Fraterno Universal

7ª Esfera – Diretrizes do Planeta



A nova classificação tem por base o comentário que o Espírito Lísias fez a André Luiz  conforme transcrito no livro “Nosso Lar”:  “Naturalmente, como aconteceu a nós outros, você situou como região de existência, além da morte do corpo, apenas os círculos a se iniciarem da superfície do globo para cima, esquecido do nível para baixo.  A vida contudo, palpita na profundeza dos mares e no âmago da terra.  Além disso, há princípios de gravitação para o espírito, como se dá com os corpos materiais.”   Lísias comenta então o que vem a ser essas duas esferas:

Abismo e Trevas – “Qual acontece a nós outros, que trazemos em nosso íntimo o superior e o inferior, também o planeta traz em si expressões altas e baixas, com que corrige o culpado e dá passagem ao triunfador para vida eterna. (...) Quem estime viver exclusivamente nas sombras, embotará o sentido divino da direção.  Não será demais, portanto , que se precipite nas Trevas, porque o abismo atrai o abismo e cada um de nós chegará ao local para onde esteja dirigindo os próprios passos.” (NL/244/246)



È necessário entender algumas particularidades do mundo das Esferas:

·            As esferas são apresentadas à semelhança de globos que envolvem uns aos outros, os maiores englobando os menores – como se fossem bolas de pequenas proporções dentro de outras mais amplas.  E todos se interpenetrando segundo uma linha ascendente de evolução que tem origem no interior (ponto de menor evolução) e se projeta para a periferia (ponto de maior evolução).  Comparação bem singela seria com uma cebola: cada casca que a envolve representaria uma esfera.” CA/24)


·   “Cada divisão se subdivide em várias outras.” (NL). 



      Oswaldo Polidoro no seu estudo “Diagrama Celeste” afirma que as sete                  divisões principais se subdividem,  “de sete em sete, numa maravilhosa distribuição de moradas vibracionais, vai para cima de trinta mil....”

·         “As esferas espirituais se distinguem por vibrações distintas, que se apuram à medida que se afastam do núcleo”. (NL)

·         “(...) onde o Espírito estiver situado pela identidade vibratória, seja onde for neste vasto espaço magnético, sob seus pés terá terra firme e sobre sua cabeça céu aberto, já que seus sentidos não estarão aptos para perceberem as esferas que lhe estão acima.” (NL)

·         (...) os Espíritos que estão acima podem transitar pelas esferas que lhes estão abaixo, mas os Espíritos que estão nas esferas inferiores não podem, sozinhos, passar para esferas superiores.” (NL)

·         Católicos, protestantes e outros religiosos após a morte, não se tornam espíritas ou conhecedores da realidade ultra-tumular, ao revés, dão curso aos seus credos, reunindo-se em grupos e igrejas afins. (TE – baseado no livro “Loucuras e Obsessão” de Manoel Philomeno de Miranda)

·         Incapacitados de prosseguir, além túmulo, a caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando entre si a dominação da Terra. (TE – baseado no livro “Libertação” de André Luiz)





O corolário dos ensinamentos que acabamos de estudar é de que cada uma das inumeráveis esferas está situada em diferentes dimensões o que nos explica porque Espíritos de uma esfera não podem ver ou se comunicar com outros Espíritos situados em esferas superiores.





Francisco Fortes

13/junho/2005








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