Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas
as coisas.” (Pergunta 1)
Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há
efeito sem causa. Procurai a causa de
tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá. (Pergunta 4)
(‘O Livro dos Espíritos’ de Allan Kardec)
“A
correlação das forças físicas, mostrou-nos a unidade de Deus sob todas as
formas passageiras do movimento; pela síntese, o espírito se eleva à noção de
uma lei única, de uma lei e de uma força universais, que não são mais do que a
ação do pensamento divino. Luz, calor, eletricidade, magnetismo, atração,
afinidade, vida vegetal, instinto, inteligência , tomam sua origem em Deus. O
sentimento do belo, a estética das ciências, a harmonia matemática, a
geometria, iluminam essas forças múltiplas com uma claridade atraente e as
cobrem de um perfume do ideal. Sob
qualquer aspecto que o espírito meditativo observe a natureza, acha um caminho
que vai ter a Deus, força viva cujas palpitações se crê sentir sob todas as
formas da obra universal, desde o estremecer da sensitiva até o canto
cadenciado da matinal andorinha. Tudo é
número, relação, harmonia, revelação de uma causa inteligente, obrando
universal e eternamente. Deus não é,
portanto, como dizia Lutero, - um quadro
vazio sobre o qual não há outra
inscrição senão a que nele colocamos -.
É, sentindo a eterna presença deste
Deus, que compreendemos as palavras de Leibnitz: - Há por toda parte metafísica, geometria, moral; - e o velho
aforismo de Platão que podemos traduzir: - Deus
é o geômetra eternamente em atividade-.
É
fora das agitações da sociedade humana, no recolhimento das solidões profundas,
que é permitido à alma, contemplar em face, a glória do invisível manifestada
pelo visível. É nesta entrevista da
presença de Deus sobre a Terra que a alma se eleva à noção do verdadeiro. O ruído longínquo do oceano, a paisagem
solitária, as águas que silenciosamente sorriem, as florestas que suspiram nos
sonos ansiosos, as orgulhosas e vigilantes montanhas que olham do alto, são
manifestações sensíveis da força que vela
no fundo das coisas.” (Trecho do
livro V da obra “Deus na natureza” de Camille Flamarion, Edição de 1878.)
Francisco
Fortes (6-Maio-2015)
Nenhum comentário:
Postar um comentário