quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Princípio de tudo


Que é Deus?

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” (Pergunta 1)

Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa.  Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá. (Pergunta  4)

(‘O Livro dos Espíritos’ de Allan Kardec)

 

“A correlação das forças físicas, mostrou-nos a unidade de Deus sob todas as formas passageiras do movimento; pela síntese, o espírito se eleva à noção de uma lei única, de uma lei e de uma força universais, que não são mais do que a ação do pensamento divino. Luz, calor, eletricidade, magnetismo, atração, afinidade, vida vegetal, instinto, inteligência , tomam sua origem em Deus. O sentimento do belo, a estética das ciências, a harmonia matemática, a geometria, iluminam essas forças múltiplas com uma claridade atraente e as cobrem de um perfume do ideal.  Sob qualquer aspecto que o espírito meditativo observe a natureza, acha um caminho que vai ter a Deus, força viva cujas palpitações se crê sentir sob todas as formas da obra universal, desde o estremecer da sensitiva até o canto cadenciado da matinal andorinha.  Tudo é número, relação, harmonia, revelação de uma causa inteligente, obrando universal e eternamente.  Deus não é, portanto, como dizia Lutero, - um quadro vazio sobre o qual não há outra inscrição senão a que nele colocamos -.  É, sentindo a eterna presença deste  Deus, que compreendemos as palavras de Leibnitz: - Há por toda parte metafísica, geometria, moral; - e o velho aforismo de Platão que podemos traduzir: - Deus é o geômetra eternamente em atividade-.

É fora das agitações da sociedade humana, no recolhimento das solidões profundas, que é permitido à alma, contemplar em face, a glória do invisível manifestada pelo visível.  É nesta entrevista da presença de Deus sobre a Terra que a alma se eleva à noção do verdadeiro.  O ruído longínquo do oceano, a paisagem solitária, as águas que silenciosamente sorriem, as florestas que suspiram nos sonos ansiosos, as orgulhosas e vigilantes montanhas que olham do alto, são manifestações sensíveis da força que vela  no fundo das coisas.” (Trecho do livro V da obra “Deus na natureza” de Camille Flamarion, Edição de 1878.)

 

Francisco Fortes (6-Maio-2015)

Nenhum comentário:

Postar um comentário